segunda-feira, 16 de maio de 2011

Rede Aparecida produz documentário sobre Irmã Dulce

http://www.irmadulcedospobres.com.br/

           Pequena, frágil, mas guerreira.
Caridosa e atenta as necessidades dos pobres e excluídos.
Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes, a inesquecível Irmã Dulce, que morreu em 1992, aos 77 anos e está sepultada na Capela das Relíquias, na Igreja Imaculada Conceição Mãe de Deus, em Salvador.
Em homenagem a Irmã Dulce, que vai ser beatificada no próximo domingo (22), a Rede Aparecida produziu e vai exibir no mesmo dia, um documentário sobre a grandeza de sua obra e de seu legado.
‘Irmã Dulce o Documentário’ tem direção de padre Josafá Moraes, diretor de programação da TV Aparecida.
Ele teve o cuidado de colher depoimentos de pessoas que ouviram as histórias e que conheceram e conviveram com a “Mãe dos pobres”: Dom Geraldo Majella, cardeal arcebispo de Salvador, Dom Murilo Krieger, Arcebispo Primaz do Brasil e Padre Antônio Maria, amigo pessoal da Irmã Dulce, que pertenceu à Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus.
Pesquisando no blog oficial da Irmã Dulce, achei uma frase que retrata a humildade de uma brasileira, que apesar das limitações físicas só fez o bem.
“Se fosse preciso, começaria tudo outra vez do mesmo jeito, andando pelo mesmo caminho de dificuldades, pois a fé, que nunca me abandona, me daria forças para ir sempre em frente”, afirmou .
Dom Geraldo Majella será o representante do Papa Bento XVI nas celebrações de beatificação da Irmã Dulce, no dia 22 de maio, no Parque de Exposições, em Salvador.

http://www.irmadulcedospobres.com.br/blog.php?idb=6

Celebridades participam de Seminário que discute união civil dos homossexuais



     As cantoras Wanessa Camargo e Preta Gil  e o ator Leonardo Miggiorin  participam da abertura do 8º Seminário LGBT, nesta terça (17), no auditório Nereu Ramos, no anexo II da Câmara dos Deputados.
     O evento visa promover uma reflexão sobre a união civil das pessoas do mesmo sexo e lutar pela aprovação da PEC do dep. Jean Wyllys  (Psol- RJ) que aborda o mesmo tema.
     O seminário “Quem ama tem o direito de casar” acontece duas semanas após decisão do STF em reconhecer a união estável dos casais homossexuais e no Dia Internacional contra a Homofobia.
     Wanessa Camargo vai cantar o Hino Nacional e a cantora e apresentadora de TV, Preta Gil participa do debate sobre “Direitos Civis LGBT: Quem ama tem direito de Casar”, coordenado pelo deputado Jean Wyllys,  da Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT na Câmara.
     O evento discute ainda Políticas Públicas LGBT, coordenada pela senadora Marta Suplicy (PT-SP ) que há 16 anos apresentou o projeto de lei 1551/95, que previa a união civil ou casamento para pessoas do mesmo sexo.
     Angélica Ivo, mãe do adolescente Alexandre Ivo, 14, assassinado e sequestrado por três jovens no dia 21 de junho do ano passado participa da Mesa “LGBT na Sociedade Civil- Cidadania LGBT", coordenado pelo deputado Paulo Pimenta, membro da Comissão de Legislação Participativa.
     Segundo boletim do IML, a vítima foi espancada, torturada e asfixiada até a morte. O crime aconteceu em São Gonçalo (RJ) e foi motivado por homofobia.
    Também foram convidados, Toni Reis, da ABGLT; Pedro Chequer, da UNAIDS; Jovanna Baby, presidente da Articulação Nacional das Travestis (ANTRA); Marinalva de Santana Ribeiro, da Liga Brasileira de Lésbicas (LBL); a deputada socialista portuguesa Ana Catarina Mendes, Bruno Bimbi, integrante da Federação Argentina de LGBTs, entre outros representantes do governo e da sociedade civil.
     O seminário conta com o apoio da ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) e organização da Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT do Congresso Nacional e pelas comissões de Educação e Cultura; de Legislação Participação e de Direitos Humanos e Minorias.

Deputado recolhe assinaturas para PEC do Casamento Civil entre Homossexuais

                                                                                                                                         Brizza Cavalcante
     
     O deputado Jean Wyllys (Psol-RJ) está recolhendo assinaturas para apresentar uma Proposta de Emenda à Constituição que prevê o Casamento Civil entre Homossexuais.
     A intenção de Wyllys é alterar o parágrafo terceiro do artigo 226 da Constituição Federal de 88, que diz “para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento”.
     O novo texto reconhece, para fins de proteção do Estado, a união estável entre homem e mulher ou entre duas pessoas do mesmo sexo.
PEC
     A tramitação de uma PEC não é tão simples. Depende da assinatura de 171 deputados e tem que passar pelo “crivo” da Comissão de Constituição e Justiça e em seguida de uma Comissão Especial.
     Se a proposta preencher os requisitos exigidos pela Constituição, ela segue seu curso normal. Caso contrário é arquivada.
    Aprovada na Comissão Especial, a PEC está pronta para votação em plenário. Para ser aprovada, a proposta depende do voto de 308 dos 513 deputados, em cada turno.
     Após os dois turnos de votação na Câmara, a PEC segue para o Senado e precisa de 49 votos dos 83 senadores para ser aprovada.
    Se aprovada integralmente, a Câmara será comunicada pelo Senado e convocada sessão do Congresso para a promulgação e entra em vigor.
Uniões homoafetivas
     O presidente da Associação dos Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis, Toni Reis informou ao blog que vários casais estão formalizando uniões homoafetivas. Um total de 26 em seis estados, entre eles: Paraná, Goiás, São Paulo e Minas Gerais.
     A formalização das uniões aumentou após decisão do STF em reconhecer a união estável entre pessoas do mesmo sexo concedendo os mesmos direitos dos casais heterossexuais: herança; pensão alimentícia e divisão de bens em caso de separação; inscrição do parceiro na Previdência Social e em planos de saúde, entre outros.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Parlamentares batem boca por causa da campanha estatal “Escola Sem Homofobia”

                                                                 Agência Senado
[A senadora Marinor Brito discute com o deputado Jair Bolsonaro depois de reuniãod a CDH que tratou de discriminação a homossexuais]
                                                     
Um desentendimento entre o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) e a senadora Marinor Brito (PSol-PA) interrompeu a entrevista que Marta Suplicy (PT-SP) estava dando a respeito do PLC 122/06, que pune a discriminação a homossexuais, idosos e pessoas com deficiência física.
Tudo começou, quando Bolsonaro  tentava mostrar, atrás das câmeras,  o panfleto que mandou imprimir contra o Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de LGTB (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais).
O panfleto- um dos 50 mil impressos distribuídos em portas de escolas e condomínios do Rio de Janeiro- tinha os seguintes dizeres “Querem na escola, transformar seu filho de 6 a 8 anos em homossexual”.
A senadora Marinor Brito (PSOL-PA) se irritou com o deputado e os dois acabaram discutindo, no corredor que dá acesso a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado, onde seria lido o parecer de Marta Suplicy sobre a criminalização a homofobia.
O presidente da AGLBT, Toni Reis retrucou. “Esse senhor quer mídia. Não vamos entrar em debate com ele”.
Segundo matéria publicada nesta quinta-feira, em um jornal de grande circulação, Bolsonaro não descartou a hipótese de repassar a conta da impressão dos panfletos para os cofres públicos e pedir reembolso da Câmara.
Apesar do MEC afirmar que o material a ser distribuído para alunos de 7 a 10 anos das escolas públicas do país visa incentivar a tolerância e o respeito às pessoas de mesmo sexo, muitos pais já ameaçam entrar na justiça, caso seus filhos tenham acesso aos chamados kits gays.
Por falta de consenso o projeto de lei que pune a discriminação a homossexuais, idosos e pessoas com deficiência física volta a ser discutido na Comissão Humanos do Senado.
Os participantes da II Marcha contra a Homofobia, no dia 18, em Brasília prometem pressionar o Congresso para que a proposta seja aprovada e os agressores aos homossexuais, punidos.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Presidente da Subcomissão da Mulher quer priorizar o combate à violência doméstica

                                                                                                                                           Agência Senado
Senadora  Ângela Portela (PT-RR)
                                                                        
               Eleita
 presidente da Subcomissão Permanente em Defesa da Mulher, a senadora Ângela Portela (PT-RR) promete discutir temas que interessam a todas nós.
O combate e a prevenção à violência doméstica e familiar é um deles. A Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) está em vigor há quase cinco anos, mas as agressões não param de crescer.
Em 2008 visitei uma casa que abriga vítimas de violência doméstica no Distrito Federal e fiquei impressionada.
São vidas dilaceradas, crianças sem família, revoltas e muito medo. Medo de denunciar seus companheiros e serem assassinadas.
As que rompem o silêncio procuram o disque denúncia (180). Além do sigilo, a ligação pode ser feita a qualquer hora e de qualquer lugar do Brasil.
A Subcomissão Permanente em Defesa da Mulher que elegeu a senadora Lídice  da Mata (PSB-BA) para a vice-presidência, deve discutir ainda sobre o tráfico internacional de mulheres e a licença-maternidade de seis meses.
A Subcomissão integra a CDH (Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa) do Senado Federal.

Reforma Política
Ângela Portela elogiou alguns pontos aprovados pela Comissão de Reforma Política do Senado, entre eles, a aprovação do sistema proporcional com lista fechada e com cotas de 50 % para mulheres nas listas, nas eleições de deputados e vereadores.


Com informações da Agência Senado

Marta Suplicy tenta votar projeto no Dia Internacional contra a Homofobia

Imagens: Senado
               
    A senadora Marta Suplicy (PT-SP) é relatora do projeto de lei complementar (PLC) 122/06, que criminaliza a homofobia, a discriminação contra idosos e pessoas com deficiência.
    Ela apresentou parecer favorável à aprovação da matéria e espera votá-la nesta quinta-feira, na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado.
    Marta Suplicy fez apenas uma modificação no texto do projeto, penalizando quem “praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito”.
    No mesmo dia, a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais realiza a II Marcha Nacional Contra a Homofobia, na Esplanada dos Ministérios. Os participantes prometem cobrar à aprovação do PLC 122, que torna crime a discriminação sexual.
    Aprovado na Comissão de Direitos Humanos, o projeto segue para a apreciação da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania e para o Plenário. Em seguida, retorna à Câmara, já que foi modificado por substitutivo da ex-senadora Fátima Cleide (PT-RO), incluindo a discriminação contra idosos e deficientes na Lei 7716/89.

STF
  Autora do primeiro projeto que regulamenta a união estável de homossexuais, há 16 anos, a senadora Marta Suplicy (PT-SP) admitiu ter chorado muito após o Supremo Tribunal Federal ter reconhecido a união estável entre pessoas do mesmo sexo.
  “O julgamento e as palavras dos ministros foram não só contundentes em relação à constitucionalidade. Foram palavras muito carinhosas, que falaram de felicidade, falaram de cidadania, falaram de amor, falaram de respeito à vida”, afirmou.

União estável 
   A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de reconhecer a união estável entre pessoas do mesmo sexo desencadeou uma grande procura aos cartórios do país.
   Alguns casais formalizaram suas uniões tão logo saiu à decisão do Supremo, entre eles, o presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, Toni Reis, 46, e o consultor David Harrad, 53.
   Em entrevista a um jornal de grande circulação, Toni Reis admitiu ter recebido um telefonema do ex-presidente Lula, na última segunda (9), dia em que registrou em cartório sua união homoafetiva. Segundo ele, “foi o parabéns mais emocionante que recebi em toda minha vida. Este é o cara”.
   A união estável de casais homossexuais assegura vários direitos, entre eles: a inclusão da pensão alimentícia, em caso de separação judicial, do parceiro como dependente no plano de saúde e no Imposto de Renda, na comunhão parcial de bens, de desfrutar de visitas íntimas em presídios, o direito a herança, dentro das regras existentes, a candidatar-se à adoção e a comunhão parcial de bens.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Roupas íntimas podem ter etiquetas com alerta contra câncer de mama, colo de útero e próstata

     
     A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou  nesta terça-feira, o substitutivo do Senado ao Projeto de Lei 261/99, do ex-deputado Barbosa Neto (PL-RJ).
     A proposta do ex-parlamentar é aprovada após 11 anos tramitando na Câmara. Ela visa obrigar a colocação de etiquetas nas roupas íntimas para adultos como alerta para os exames preventivos de câncer de mama, de colo de útero e de próstata.
     A relatora do projeto na CCJ  é a deputada Sandra Rosado (PSB-RN), que está no terceiro mandato e apresentou parecer favorável a constitucionalidade, juridicialidade  e técnica legislativa do projeto.
                                                                                                        Foto: David Ribeiro
      
       
      A expectativa é que nenhum deputado apresente recurso para a votação do projeto em Plenário e siga para a sanção presidencial.